Passeio pela Lousã

Ninguém fica indiferente a tragédias, e os incêndios que tem fustigado o nosso país fazem-nos sentir que devemos explorar e ajudar as regiões mais vitimizadas. São estes pequenos gestos que poderão fazer a diferença e daí termos escolhido a nossa experiência no Concelho da Lousã para entrarmos neste Desafio IBIS de Norte a Sul.

Com tantas opções de escolha, decidimos fazer a Rota das Aldeias de Xisto e conhecer Serpins durante um fim de semana, mas como são 27 aldeias espalhadas pela Serra da Lousã, Serra do Açor, Zêzere e Tejo-Ocreza, escolhemos a Serra da Lousã para iniciar a nossa aventura!
Um dos nossos objetivos desta viagem, era também conhecer o projeto “Isto é Lousã”, criado por anónimos apaixonados pela Serra da Lousã que engloba várias atrações de madeira espalhadas pela serra.
Devido ao pouco tempo disponível, tivemos que escolher apenas 5 aldeias para visitar, mas se tiverem oportunidade não deixem de conhecer as 12:
Aigra Nova
Aigra Velha
Candal
Casal de São Simão
Casal Novo
Cerdeira
Chiqueiro
Comareira
Ferraria de São João
Gondramaz
Pena
Talasnal

Iniciamos a nossa viagem por Cerdeira – uma aldeia das histórias de encantar, perdida no meio da vegetação verde. Atravessando a sua pequena ponte, percorremos todas as ruas labirínticas e descobrimos um pequeno café e uma loja com produtos típicos: Planta do Xisto. Como amantes de chás e infusões, foi inevitável fazermos uma prova de degustação sem trazermos uns produtos para casa!


Um pouco antes de chegarmos a Casal Novo, encontramos uma das atrações do Isto é Lousã, e claro, tivemos que parar para fotografar. É neste ponto que temos a vista mais bonita sobre Talasnal.
Em Casal Novo, fomos surpreendidos com escadas, muitas escadas! 
Desçam até ao fim, espreitando para todos os cantos, e no final serão surpreendidos por uma “varanda panorâmica”! Recuperem aqui as energias e contemplem a vista para a Lousã e para o seu Castelo. Quando subirem, poderão refrescar-se com a água fresca da sua Fonte!
Desde 1981 que a aldeia não tem qualquer habitante permanente, quase todas as casas passaram para segunda habitação e Alojamentos Locais.
“No dia em que o último habitante se meteu ao caminho, já de malas aviadas, avistou as camionetas que chegaram para abrir a estrada e ligar a luz, objetivos por que sempre lutaram dezenas de anos” ­- in Serras de Portugal (1994)
E finalmente… Talasnal! A aldeia mágica que tantos turistas atrai e agora percebemos o porquê! É realmente bonita, cheia de pequenos detalhes e merece mais tempo para ser explorada. Corremos todas as suas ruazinhas e, como devem imaginar, perdemo-nos nas fotografias!
Hora de almoço e a fome já apertava… Reservamos previamente uma mesa no Restaurante Ti Lena em Talasnal e como tal, seguimos caminho. O restaurante tem excelentes referências e funciona com reservas. Assistimos a muitas pessoas perderem a oportunidade de experimentar as iguarias do Ti Lena por não terem reserva. (Dica importante!)
Bem abastecidos com Bacalhau Assado e Cabrito, seguimos rumo ao Chiqueiro.
Repleta de abelhas, é das aldeias mais pequeninas e, para já, sem alojamentos locais. Percorremos toda a aldeia e descobrimos a Capela da Senhora da Guia, que antigamente era partilhada pelos habitantes de Casal novo e Talasnal.
Desde 1991 que mantém apenas dois habitantes… Achamos a aldeia mais genuína, apesar de ser a menos apelativa ao turista!
“Apenas as campaínhas do rebanho parecem contrariar a sensação de que aqui o tempo parou há muito.”

No percurso de Chiqueiro para Gondramaz, encontramos mais duas atrações de madeira e, claro, perdemos lá mais uns minutos nas brincadeiras fotográficas!
Quando avistamos Gondramaz ao longe, ficamos logo entusiasmados! (Que aldeia bonita…) Muito bem conservada e a sua beleza até no piso está refletida! Foi aqui que conhecemos uma senhora que nos recebeu com um licor de café. A única habitante local com quem conversamos pelas 5 aldeias que visitamos, e que nos contou que lá só habitavam 11 pessoas, mas que a aldeia agora estava sempre “cheia de turistas”.
Ao fim do dia, partimos em direção ao famoso Baloiço de Trevim – viagem cheia de curvas e contracurvas mas que se torna agradável pela quantidade de área verde circundante! Escolhemos a hora dourada para fotografarmos as vistas de Trevim e libertarmos a nossa criança interior enquanto brincávamos no baloiço!
Descemos toda a serra em direção ao Castelo da Lousã, para podermos jantar no Restaurante Burgo, visitar a praia fluvial da Nossa Sra da Piedade e o seu iluminado baloiço de madeira!
O restaurante também é bastante requisitado, daí carecer de reserva. Acolhedor, com carnes típicas da região e sobremesas com nomes apelativos... espreitem o cardápio e surpreendam-se!
No segundo dia deste fim de semana fantástico que estamos a descrever, decidimos que este dia seria apenas dedicado ao nosso “divertimento aquático” e começamos por visitar a praia fluvial de Serpins, ou como também é chamada: Praia Fluvial da Nossa Sra da Graça. Esta praia fluvial fica mesmo ao lado do Serpins Camping e tem um pequeno parque de merendas. Passamos umas horinhas da manhã, a brincar na água e a relaxar na sua pequenina praia de “areia”. É um excelente local para descanso e convívio!
Com a importantíssima dica de um amigo que habita na região, partimos à descoberta da Garganta do Cabril do Ceira. Não sabíamos muito bem o que nos esperava, mas esta dica foi partilhada com tanto entusiasmo que nos despertou muita curiosidade.
O caminho para lá chegar é por terra batida e não está nas melhores condições, por isso, tenham cuidado com os carros.
Assim que chegamos à margem do rio, nem queríamos acreditar no que os nossos olhos viam... A paisagem é de cortar a respiração e a envolvência do local, é mágica! Perfeito para nadar, para usar boias e colchões e respirar ar puro!
Chama-se Garganta do Cabril do Ceira devido ao espetacular efeito de estreitamento que o canhão quartzítico provoca no rio, abrindo depois para uma espécie de piscina natural. 
Aproveitem a natureza e os seus encantos, relaxem nestas fantásticas águas cristalinas e façam uma viagem histórica... A Lousã ficou-nos na memória e no coração!

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